sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

O QUE É ARTE EDUCAÇÃO?

No Brasil, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB nº 9.394/96) estabeleceu em seu artigo 26, parágrafo 2º que:
§  "O ensino da arte constituirá componente curricular obrigatório, nos diversos níveis da educação básica, de forma a promover o desenvolvimento cultural dos alunos".
§  "A arte é um patrimônio cultural da humanidade, e todo ser humano tem direito ao acesso a esse saber”.
A arte-educação de acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais possibilita o pleno desenvolvimento do conhecimento, do pensamento artístico e da percepção estética. Assim sendo, a arte-educação vem conquistando espaços cada vez mais amplos tanto no ambiente da educação formal quanto em espaços alternativos.
Surgido na década de 80 pela Profª Drª. Ana Mae Barbosa, o termo arte-educação designa uma categoria de profissionais, devidamente licenciados em Arte, e o tipo de trabalho que desenvolvem, com base, em geral, na abordagem triangular.
 Em respeito à legislação vigente, o ensino de arte deve ser feito por profissionais devidamente capacitados e habilitados para isso. Ser Arte-Educador é ser um profissional do Ensino de Arte. Para atingir tal propósito, é imprescindível ser educador em primeiro lugar procurando inter-relacionar arte e ensino buscando os fundamentos da educação, sua história e suas diferentes linhas metodológicas. 
As inquietações e o desejo constante de aprender a aprender tem levado o arte-educador a elaborar novos paradigmas alicerçados na interdisciplinaridade e no multiculturalismo. Este ultimo, contextualizado no universo simbólico, estético e cultural dos estudantes, num total respeito ao pluralismo cultural em perfeita consonância com os PCNs.
Esta mudança paradigmática tem na abordagem triangular uma forte aliada na medida em que os professores hoje devem buscar a qualidade do seu ensino pelo constante aprimoramento, pesquisa e estudo de novas formas de metodologia, pelos mais diversos recursos, seja por livros, internet ou no contato com outros arte-educadores. Esse compartilhamento de experiências é de vital importância para que a Abordagem Triangular não caia no vazio metodológico.

A arte deste modo chega até a escola como algo que esta próxima do aluno, que pode ser por ele apropriada através dos processos sociais. O estudante não recebe um conjunto estanque e descontextualizado de informações, mas torna-se parte de um processo democrático construído a partir do reconhecimento de que o estudante é um sujeito.

Acadêmico: Ricardo Neiva Trindade
Pólo: Espinosa





A Arte as Novas tecnologias


A década de 70 tinha como modelo de ensino de arte no país o fazer artístico em detrimento da apreciação de obras e do conhecimento da arte. Era valorizado o desenvolvimento da auto- expressão e da auto-descoberta. O fazer artístico, os aspectos históricos e teóricos da arte, e nem obras de arte eram apresentados as crianças para que estas não fossem influenciadas e isto levava a um processo de criação bastante limitado dando margem a um processo de criatividade pobre e arcaico. Com uma nova metodologia proposta pelos PCNs para o ensino de Arte abordando não apenas o objeto ou ato em si, mas que necessariamente exige a compreensão do contexto histórico em que o referido objeto ou ato foi reproduzido, significando assim analisar os objetos ou atos artísticos a partir do contexto de quem os produziu propondo assim uma nova visão triangular na proposta curricular do ensino das artes no ambiente escolar. O arte-educador deverá desta forma preparar o educando por meio de leitura de obras de arte plásticas para que o mesmo obtenha a decodificação da gramática visual, da imagem fixa. E também através da leitura do cinema e da televisão prepará-lo para aprender a gramática da imagem em movimento.
Para melhor conhecer e apreciar a arte cito o método comparativo de Edmund Feldman (1970) que diz : O método comparativo é o trabalho que envolve o conhecer, o apreciar e o fazer através da comparação entre várias obras de arte de diversos períodos para que o aluno perceba as diferenças e as similaridades. Esse estudo centra-se nos elementos da obra de arte e o desenvolvimento crítico é o cerne da metodologia. No entanto, ao centrar seu trabalho no desenvolvimento crítico, Feldman não nega o desenvolvimento da técnica e da criação. Ao entrar em contato com a obra de arte, ao ver a imagem, o aluno desenvolve sua capacidade crítica, estabelecendo uma relação de aprendizagem com o objeto em questão. Para Feldman, esse desenvolvimento se dá através dos seguintes processos: ao ver atentamente, o aluno descreve; ao observar o que vê, ele analisa; ao significar, interpreta; e ao decidir acerca do valor, julga.
Dialogando também com a proposta triangular cito o método multipropósito de Robert Saunders (1984) que define a sua metodologia como um programa de ensino de arte onde o fazer se dá em função da leitura da obra de arte, articulada com outras áreas do conhecimento de maneira interdisciplinar. Enfatizando seu trabalho no olhar, ele propõe uma mudança da cultura verbalmente orientada para uma cultura visualmente orientada, e apresenta o uso da reprodução como um meio para o ensino da arte. Em seu trabalho, Robert Saunders faz a defesa do uso de boas reproduções de obras de arte, em papel, na atividade com os alunos, descartando o uso do slide que, para ele, interfere na relação educador/ educando, já que o slide, para ser mostrado, necessita de um ambiente escuro. Além disso, ele defende o uso de uma mesma reprodução ao longo de várias séries, partindo do princípio de que o educando amadurece e, conseqüentemente, fará uma leitura diferente da obra revisitada. O método de multipropósito deve ser posto em prática a partir do momento que o educador de arte estabelece um objetivo a ser atingido pelo educando. Ao escolher uma determinada obra de arte para ser estudada, ele deve ter claro quais foram os propósitos que orientaram a escolha e quais são os objetivos a serem alcançados.
Engraçado como  nós educadores fazemos as coisas sem perceber. E este módulo nos faz refletir sobre a nossa prática dentro da sala de aula. Sempre gostei de trabalhar desta forma com os alunos. O que deixou os alunos encantados, pois na realidade muitos deles têm  a oportunidade de conhecer obras de artes somente  por meio de um passeio virtual. É muito interessante a resposta que o aluno nos dá e percebemos que inteligentemente ele agrega valores e conhecimentos de forma muito mais significativa.


O Ensino Virtual

Há muito se comenta a falta de interesse dos alunos pelos estudos e uma das causas, segundo especialistas, é que as escolas não conseguem acompanhar a rapidez com que as novas tecnologias se instalam em nosso cotidiano.
Concordo com Machado quando ele diz:

Creio que a civilização está seguindo seu ciclo evolutivo. Do papiro aos livros, dos sinais de fumaça ao e-mail, o homem sempre irá buscar algo que supere o seu paradigma vigente. O uso das chamadas “tecnologias da informação” irá disseminar na civilização moderna, novas formas de se comunicar com o seu semelhante. Cabe ao professor acompanhar essa evolução dos tempos, reavaliar suas necessidades e possibilidades, adaptar-se às novas tecnologias, sem esquecer do papiro, do sinal de fumaça,e proporcionar aos seus alunos novas possibilidades, para que tenham habilidade de lidar, de forma ética, com a gama de informações que se acumulam e que se reciclam a todo o momento.(MACHADO, 2006).

Pode-se dizer que o virtual imita o real através da simulação de objetos, situações, equipamentos, etc., por programas ou redes de computador, mas isso não significa abandonar o que vinha sendo feito e fazer uso só dos laboratórios.
Acessar espaços virtuais e interagir com eles é um caminho para o aprendizado e a troca de experiências, que em muito pode colaborar para a melhoria e a democratização do ensino da arte. Não se trata de abandonar completamente ou de substituir o que vinha sendo feito até então no ateliê pelo trabalho único nos laboratórios. Ambos são extremamente importantes para o desenvolvimento do pensamento artístico.

Obs: Texto desenvolvido de acordo as reflexões referente a proposta triangular e o uso das aulas virtuais na prática pedagógica. Lúcia Dantas

A Educação do Futuro


É fácil  prever o futuro, porque ele se desenvolve linearmente. Na educação, contudo, é mais fácil antecipar algumas perspectivas. A educação será cada vez mais importante para as pessoas, as empresas e os países.A educação será mais complexa, porque vai incorporando dimensões antes menos integradas ou visíveis como as competências intelectuais, emocionais e éticas.
A educação será mais complexa, porque cada vez sai mais do espaço físico da sala de aula para muitos espaços presenciais e virtuais; porque tende a modificar a figura do professor como centro da informação para que incorpore novos papéis como os de mediador, de facilitador, de gestor, de mobilizador. Desfocalizará o professor para incorporar o conceito de que todos aprendemos juntos, de que a inteligência é mais e mais coletiva, com múltiplas fontes de informação.
As tecnologias na educação do futuro também se multiplicarão e se integrarão, se tornarão mais e mais audiovisuais, instantâneas e abrangentes. Caminhamos para formas fáceis de vermo-nos, ouvirmo-nos, falarmo-nos, escrevermo-nos a qualquer momento, de qualquer lugar, a custos progressivamente menores. Com as tecnologias cada vez mais rápidas e integradas, o conceito de presença e distância se altera profundamente e as formas de ensinar e aprender também.
Reflexão da acadêmica Lúcia Dantas.
Arte é um importante trabalho educativo, pois procura, através das tendências individuais, encaminhar a formação do gosto, estimula a inteligência e contribui para a formação da personalidade do indivíduo, sem ter como preocupação única e mais importante à formação de artistas.
     No seu trabalho criador, o indivíduo utiliza e aperfeiçoa processos que desenvolvem a percepção, a imaginação, a observação, o raciocínio, o controle gestual. Capacidade psíquica que influem na aprendizagem. No processo de criação ele pesquisa a própria emoção, liberta-se da tensão, ajusta-se, organiza pensamentos, sentimentos, sensações e forma hábitos de trabalho. Educa-se.
Vilma Maria

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

A Arte de Viver

A Arte de Viver

Viver é uma arte. A arte de comtemplar cada dia a beleza da vida, e sentir em cada momento a brisa do amor Divino, vendo nas dificuldades oportunidades e conquista agradecimentos.


Então ,vive todo momento de sua vida....

É o que desejo para todos da equipe 02 .Laura
arte educaçãoA Arte e a Educação têm estado indiscutivelmente ligadas ao longo da
história da humanidade, de muitas maneiras e segundo diferentes concepções, de
acordo com o contexto sociocultural. No Brasil, podemos afirmar que o primeiro
sistema de ensino organizado, o jesuítico, teve nas artes um de seus pilares: a
Música e o Teatro possibilitaram a aproximação dos padres jesuítas com os grupos
indígenas que pretendiam catequizar e alfabetizar. Assim, ao longo de
aproximadamente dois séculos, organizaram-se corais, grupos que executavam música
instrumental, produção de instrumentos, montagem de autos religiosos e outros,
além de uma vasta produção em arquitetura, escultura, objetos sacros, cerâmica, etc.
Após a expulsão da Ordem Jesuítica dos territórios portugueses, no Brasil, o evento
marcante quanto à produção artística e o ensino de Arte foi a chegada da Missão
Francesa, no início do séc. XIX, por ocasião da mudança da Corte Portuguesa para
o Rio de Janeiro. Os artistas que compunham a missão eram franceses, com formação
neoclássica. Um de seus feitos no Brasil foi a fundação da primeira escola de Artes
brasileira, a Academia Imperial de Belas Artes. A importância dessa escola na história
do ensino de Artes no Brasil está no fato de ela ter implementado metodologias de
ensino do Desenho que influenciaram as concepções de ensino na Escola Normal,
influências que perduraram desde então, podendo, ainda hoje, serem observadas
nas práticas pedagógicas em muitas salas de aula. Um exemplo é o uso do desenho
reproduzido (mimeografado, fotocopiado, escaneado, etc.) como recurso visual que
os alunos podem colorir, recortar, colar, etc., quase sempre a serviço do ensino de
conteúdos de outras áreas que não as Artes.Vilma

arte educação

arte educação

Arte na escola

A arte na escola
Artes... Quantas vezes já ouvimos a expressão "as crianças estão fazendo arte". Na escola não é diferente: quanta imaginação e criatividade ao inventar coisas novas e ao expressar sentimentos e manifestar diferentes formas de entender a vida. Acontece que nós, os professores, geralmente pensamos que escola é lugar de conversa séria, e então "cortamos o mal pela raiz". É forte a tendência de entregar tudo pronto, direcionar... para que tudo saia bonito.
Apesar de ser difícil de mudar, nota-se que alguns "arteiros" de alma ousam mudar, e estão conseguindo. Estas pessoas entendem que o ensino da arte, e a presença da arte na escola cumpre um papel fundamental que vai além da execução de uma simples disciplina curricular.
O objetivo principal é fazer com que o aluno se torne participante da sociedade em que ele vive, que ele possa criar, pensar, sentir o mundo que o rodeia e que possa expressar isto não apenas por meio de palavras, mas por outras linguagens, que às vezes expressam muito mais o que se passa no interior da pessoa. E estes tipos de linguagens são as Artes Visuais, a Dança, a Música e o Teatro. São uma infinidade de formas com as quais os alunos podem falar dos seus sonhos, dos seus medos, dos problemas sociais e políticos com os quais estão envolvidos, e assim por diante.
A única forma de ensinar arte é ensinar a ver e sentir a vida e de procurar expressá-la. Por isso, o encontro com a arte que há em si mesmo e que existe em todas as pessoas, desenvolve no aluno uma sensibilidade e um olhar refinado para com o cotidiano que o cerca. Ou seja, a arte ensina a se ter um olhar poético da vida. É uma forma de integrar o concreto e o virtual, o sonho e a realidade, numa paulatina construção da identidade e da consciência.
Além deste auto-conhecimento, a presença da arte na escola possibilita uma infinidade de trocas culturais entre os próprios alunos e com diferentes povos, pelo fato de se ter acesso a diferentes produções artísticas e poder analisá-las de forma crítica. Dessa forma o aluno irá perceber que diferentes valores orientam a vida dele, dos seus colegas e de um povo.
Então, não criemos barreiras na "arte" que existe nos alunos. A arte é sinônimo de vida que pulsa e que se deixa manifestar como que em prolongamentos da alma.
Edina Pischaraka Itcak
Acadêmica: Darléia  Rosa

arte educação

Para que ensinar arte?
A educação é uma das ações que definem nossa humanidade: o ser humano transcende seu status animal pois vai além dos instintos: compreende, reelabora, reflete, cria e recria, critica, aprende, ensina. A busca do homem através da história é sempre uma busca de compreender e transformar a realidade.
Já foi dito que uma característica distintiva do ser humano é a necessidade do supérfluo. O que ultrapassa os limites das necessidades básicas essenciais à sobrevivência e coloca-se no campo da atribuição de sentido é o que nos torna humanos. A admiração diante de um por do sol, a necessidade de deixar uma marca que dure além do efêmero tempo de nossa existência, o incômodo diante da desorganização e a valorização de uma certa ordem individual, o espanto diante do inusitado, a apreciação da beleza, a reflexão sobre o que é diferente e nos provoca... todos os seres humanos vivenciam essas situações ao longo de suas vidas, pois são constituídos de dimensões físicas, cognitivas, emocionais, sociais, éticas e estéticas.
Essa característica pluridimensional do ser humano por si só já seria válida para justificar a importância da arte na educação, já que sua ausência não favoreceria um desenvolvimento integral da pessoa, um dos principais objetivos da educação. Mas além desse fator há outros que valem a pena serem lembrados.
A arte é cultura. É fruto de sujeitos que expressam sua visão de mundo, visão esta que está atrelada a concepções, princípios, espaços, tempos, vivências. O contato com a arte de diversos períodos históricos e de outros lugares e regiões amplia a visão de mundo, enriquece o repertório estético, favorece a criação de vínculos com realidades diversas e assim propicia uma cultura de tolerância, de valorização da diversidade, de respeito mútuo, podendo contribuir para uma cultura de paz. O conhecimento da arte produzida em sua própria cultura permite ao sujeito conhecer-se a si mesmo, percebendo-se como ser histórico que mantém conexões com o passado, que é capaz de intervir modificando o futuro, que toma consciência de suas concepções e idéias, podendo escolher criticamente seus princípios, superar preconceitos e agir socialmente para transformar a sociedade da qual faz parte.
Além das já referidas justificativas ontológicas e culturais para a importância da arte na educação, cabe falar da dimensão simbólica da arte, de seu poder expressivo de representar idéias através de linguagens particulares, como a literatura, a dança, a música, o teatro, a arquitetura, a fotografia, o desenho, a pintura, entre outras formas expressivas que a arte assume em nosso dia-a-dia.
Essas formas são linguagens criadas pela humanidade para expressar a realidade percebida, sentida ou imaginada, e como linguagens que são, têm suas próprias estruturas simbólicas que envolvem elementos tais como espaço, forma, luz e sombra em artes visuais, timbre, ritmo, altura e intensidade em música, entre outros elementos inerentes a outras linguagens da arte. Ora, o conhecimento dessas estruturas simbólicas não é evidente aos alunos, nem se constrói espontaneamente através da livre expressão, mas precisam ser ensinados. O ensino das linguagens da arte cabe também à escola, embora não apenas a ela.
Um outro argumento em defesa da arte na educação passa pela sua importância ao desenvolvimento cognitivo dos aprendizes, pois o conhecimento em arte amplia as possibilidades de compreensão do mundo e colabora para um melhor entendimento dos conteúdos relacionados a outras áreas do conhecimento, tais como matemática, línguas, história e geografia. Um exemplo mais evidente é a melhor compreensão da história, de seus determinantes e desdobramentos através do conhecimento da história da arte e das idéias sobre as quais os movimentos artísticos se desenvolveram. Não existe dicotomia entre arte e ciência, entre pensar e sentir, entre criar e sistematizar, e a fragmentação do conhecimento é uma falácia que tem estado presente na educação, devendo ser superada, pois o ser humano é íntegro e total.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

O que é arte?

A arte é cultura. É fruto de sujeitos que expressam sua visão de mundo, visão esta que está atrelada a concepções, princípios, espaços, tempos, vivências. Solange david

As pinceladas da arte educação

Solange david
  Solange David
Surgido na década de 80 pela Profª Drª. Ana Mae Barbosa o termo arte-educação designa uma categoria de profissionais, devidamente licenciados em Arte, e o tipo de trabalho que desenvolvem, com base, em geral, na abordagem triangular.

arte-educação

Surgido na década de 80 pela Profª Drª. Ana Mae Barbosa o termo arte-educação designa uma categoria de profissionais, devidamente licenciados em Arte, e o tipo de trabalho que desenvolvem, com base, em geral, na abordagem triangular.Solange

Arte - educação ou ensino de arte ?

É a educação que oportuniza ao indíviduo o acesso á arte como linguagem expressiva e forma de conhecimento,tem como objetivo maior que a formação de profissionais dedicados a esta área de conhecimento, no âmbito da escola regular busca oferecer aos indivíduos condições para que compreendam o que ocorre no plano da expressão e no plano do significado ao interagir com as artes permitindo sua inserção social de maneira mais ampla.
A educação em arte propicia o desenvolvimento do pensamento artístico e da persepção estética, que caracteriza um modo próprio de ordenar e dar sentido a experiência humana: o aluno desenvolve sua sensibilidade, percepção e imaginação, tanto ao realizar formas artísticas quanto na ação de apreciar e conhecer as formas produzidas por ele e pelos colegas, pela natureza e nas diferentes culturas.

Academica: Luciana Maria de Sá Morais

A Filosofia e a História da Arte


A Filosofia e a História da Arte são duas áreas que tradicionalmente discutem questões sobre a arte. A Filosofia aborda principalmente a experiência estética, isto é, o contato que temos com a realidade a partir dos nossos sentidos.
Confrontando a experiência sensorial e a experiência racional, os filósofos indagam sobre a origem do conhecimento e as condições para o discernimento da verdade. E, de modo geral, o locus do conhecimento e da verdade será atribuído à filosofia ou à ciência, vistas como representações racionais do homem e do universo, e não às representações sensíveis realizadas pelas artes.
Para Platão (427-348 a.C.) as artes em geral, especialmente as artes visuais do período clássico grego, que se fixaram na representação referencial do mundo, são consideradas atividades inferiores e até danosas ao espírito. Por isso, as artes deveriam ser abolidas da “cidade ideal”, concebida pelo filósofo na obra República.
Aristóteles (384-322 a.C.) opondo-se a Platão considera que o conhecimento é construído gradativamente, a partir das impressões sensíveis até chegar à abstração das idéias.
A imitação que a arte faz da realidade seria então uma forma rudimentar de conhecimento. Entretanto, mesmo não alcançando a verdade dos conceitos filosóficos, a arte teria o mérito de cumprir finalidades morais, representando a diferença entre o bem e o mal.
Kant (1724-1804) rompeu a cisão entre razão e sensibilidade por meio do conceito de Imaginação. Portanto, a imaginação, antes relacionada apenas aos sonhos, aos delírios e as artes, passa então a ser vista como fundamental também na construção do conhecimento racional.
Hegel (1770-1831) preconiza que a história tem um fim, um sentido: o da plena realização do espírito. Denominada de determinismo histórico, sua teoria identifica três formas de realização do espírito: a arte, a religião e a filosofia. Cada qual é apresentada como uma etapa a ser superada historicamente no desenvolvimento de qualquer cultura, de modo que a arte representaria a forma mais elementar de realização do espírito, enquanto a filosofia a mais evoluída.
Nietzsche (1844-1900) evoca a Grécia dos mitos e da tragédia, período anterior a Platão, para formular sua teoria estética. Segundo ele, naquela época ainda havia um equilíbrio entre as forças de Apolo (deus da luz e das artes) e de Dionísio (deus do vinho e da orgia). Ou seja, existia um vitalismo, que não hostilizava homem e natureza. Assim, para Nietzsche, as artes (Nunes, 1991:67) “surgem da própria vida, e o conhecimento que alcançamos por intermédio delas, irredutível ao pensamento lógico e conceptual, é mais uma resposta do homem ao ‘caráter pavoroso e problemático da existência’, para justificar, como fenômeno estético, a realidade que, em si mesma, é irracional e destituída de valor”.
Apesar de todos esses aspectos poderem ser objeto da reflexão filosófica, é a História da Arte que os trata diretamente, adotando diversos métodos de pesquisa. Tais métodos não são coisas dadas. Assim como os estilos artísticos, eles também são criações humanas, tendo cada qual surgido em um contexto histórico específico, de acordo com a visão de mundo da época e as diferentes questões então formuladas pelos pesquisadores.

Acadêmico- Ricardo Neiva Trindade
Pólo: Espinosa




O QUE É ARTE?

A arte é uma forma do ser humano expressar suas emoções, sua história e sua cultura através de alguns valores estéticos, como beleza, harmonia, equilíbrio. A arte pode ser representada através de várias formas, em especial na música, na escultura, na pintura, no cinema, na dança, entre outras.
Após seu surgimento, há milhares de anos, a arte foi evoluindo e ocupando um importantíssimo espaço na sociedade, haja vista que algumas representações da arte são indispensáveis para muitas pessoas nos dias atuais, como, por exemplo, a música que é capaz de nos fazer felizes quando estamos tristes. Ela funciona como uma distração para certos problemas, um modo de expressar o que sentimos aos diversos grupos da sociedade.
Muitas pessoas dizem não ter interesse pela arte e nem por movimentos ligados a mesma, porém o que elas não imaginam é que a arte não se restringe a pinturas ou esculturas, também pode ser representada por formas mais populares, como a música, o cinema e a dança. Essas formas de arte são praticadas em todo o mundo, em diferentes culturas. Atualmente a arte é dividida em clássica e moderna, qualquer pessoa pode se informar sobre cada uma delas e apreciar a que melhor se encaixa com sua percepção de arte.
Acadêmico: Ricardo Neiva Trindade
Pólo: Espinosa
A ARTE DE DANÇAR






Desde 1982, no dia 29 de abril comemora-se o dia internacional da dança, instituído pela UNESCO em homenagem ao criador do balé moderno, Jean-Georges Noverre.
A Dança é a arte de mexer o corpo, através de uma cadência de movimentos e ritmos, criando uma harmonia própria.Não é somente através do som de uma música que se pode dançar, pois os movimentos podem acontecer independentes do som que se ouve, e até mesmo sem ele.
A história da dança retrata que seu surgimento se deu ainda na pré-história, quando os homens batiam os pés no chão. Aos poucos, foram dando mais intensidade aos sons, descobrindo que podiam fazer outros ritmos, conjugando os passos com as mãos, através das palmas.
O surgimento das danças em grupo aconteceu através dos rituais religiosos, onde as pessoas faziam agradecimentos ou pediam aos deuses o sol e a chuva. Os primeiros registros dessas danças mostram que as mesmas surgiram no Egito, há dois mil anos antes de Cristo.
Mais tarde, já perdendo o costume religioso, as danças apareceram na Grécia, em virtude das comemorações aos jogos olímpicos.
O Japão preservou o caráter religioso das danças, onde as mesmas são feitas até hoje, nas cerimônias dos tempos primitivos.
Em Roma, as danças se voltaram para as formas sensuais, em homenagem ao deus Baco (deus do vinho), onde dançava-se em festas e bacanais.
Nas cortes do período renascentista, as danças voltaram a ter caráter teatral, que estava se perdendo no tempo, pois ninguém a praticava com esse propósito. Praticamente daí foi que surgiram o sapateado e o balé, apresentados como espetáculos teatrais, onde passos, música, vestuário, iluminação e cenário compõem sua estrutura.
Com a mistura dos povos foram acontecendo, os aspectos culturais foram se difundindo.
O maracatu, o samba e a rumba são prova disso, pois através das danças vindas dos negros, dos índios e dos europeus esses ritmos se originaram.
Hoje em dia as danças voltaram-se muito para o lado da sensualidade, sendo mais divulgadas e aceitas por todo o mundo. Nos países do oriente médio a dança do ventre é muito difundida e no Brasil, o funk e o samba. Além desses, o Strip-tease tem tido grande repercussão, principalmente se unido à dança inglesa, pole dance, mais conhecida como a dança do cano.
MARIA CLEUSA

Arte-Educação para quê (Razões para ensinar arte)

educação é uma das ações que definem nossa humanidade: o ser humano transcende seu status animal pois vai além dos instintos: compreende, reelabora, reflete, cria e recria, critica, aprende, ensina. A busca do homem através da história é sempre uma busca de compreender e transformar a realidade.
Já foi dito que uma característica distintiva do ser humano é a necessidade do supérfluo. O que ultrapassa os limites das necessidades básicas essenciais à sobrevivência e coloca-se no campo da atribuição de sentido é o que nos torna humanos. A admiração diante de um por do sol, a necessidade de deixar uma marca que dure além do efêmero tempo de nossa existência, o incômodo diante da desorganização e a valorização de uma certa ordem individual, o espanto diante do inusitado, a apreciação da beleza, a reflexão sobre o que é diferente e nos provoca... todos os seres humanos vivenciam essas situações ao longo de suas vidas, pois são constituídos de dimensões físicas, cognitivas, emocionais, sociais, éticas e estéticas.
Essa característica pluridimensional do ser humano por si só já seria válida para justificar a importância da arte na educação, já que sua ausência não favoreceria um desenvolvimento integral da pessoa, um dos principais objetivos da educação. Mas além desse fator há outros que valem a pena serem lembrados.
A arte é cultura. É fruto de sujeitos que expressam sua visão de mundo, visão esta que está atrelada a concepções, princípios, espaços, tempos, vivências. O contato com a arte de diversos períodos históricos e de outros lugares e regiões amplia a visão de mundo, enriquece o repertório estético, favorece a criação de vínculos com realidades diversas e assim propicia uma cultura de tolerância, de valorização da diversidade, de respeito mútuo, podendo contribuir para uma cultura de paz. O conhecimento da arte produzida em sua própria cultura permite ao sujeito conhecer-se a si mesmo, percebendo-se como ser histórico que mantém conexões com o passado, que é capaz de intervir modificando o futuro, que toma consciência de suas concepções e idéias, podendo escolher criticamente seus princípios, superar preconceitos e agir socialmente para transformar a sociedade da qual faz parte.

Academica - Luzinete

terça-feira, 30 de novembro de 2010

O trabalho do aluno

A sistematização para os alunos preocupa-se com o desenvolvimento do olhar e do sentir, na perspectiva do processo de fazer, contendo a intenção de construção de significados.
Os alunos se envolverão em práticas sensíveis de produção, apreciação e reflexão artística. Nelas, desenvolvem os saberes culturais que permitem conhecer e comunicar a arte e seus códigos na experiência cotidiana, na formação da identidade e na consciência de uma sociedade multicultural.

Tatiane Caires

O trabalho do professor

Ao professor cabe a responsabilidade de propiciar situações que possam implementar o processo de desenvolvimento da compreensão estética do aluno.
A experiência docente deve permitir a apresentação da realidade pela linguagem como consciência prática e, assim, construir relações humanas que ativam o senso ético em benefício do bem comum.

Tatiane Caires

Arte e Educação




sempre houve e ainda há uma grande distorção em relação à Arte.
Relacionam a disciplina apenas como produção de trabalhos manuais,
 enfeites em dias de festas ou datas comemorativas, como lazer,
terapia, passatempo e outros.
 A disciplina de Arte não tem como finalidade ilustrar festas
cívicas ou escolares, nem colorir desenhos prontos,
ilustrar capas de trabalhos de outras disciplinas,
sem objetivo, ou estar ligada apenas às datas comemorativas.
 Ela, como toda disciplina, tem como objetivo a construção e aquisição de conhecimentos.

Mas afinal que contribuições a Arte traz para a educação? Como ela é concebida pela criança?

A criança que desde cedo e estimulada com propstas artísticas,
certamente terá uma percepção mais aguçada sobre o mundo a sua volta,
 as formas, as texturas, as cores, e também terá uma melhor compreensão sobre si mesma.



Maria das Graças Teixeira

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Qual é o sentido da arte?

    O sentido mais abrangente da arte deve contemplar experiências, vivências e trajetórias pessoais e grupais.
Qual é a função da arte?
“Por meio da arte é possível desenvolver a percepção da imaginação, apreender a realidade do meio ambiente, desenvolver a capacidade crítica, permitindo ao indivíduo analisar a realidade percebida e desenvolver a criatividade de maneira a mudar a realidade que foi analisada” Ana Mae Barbosa

ARTE EDUCAÇÃO

ARTE  EDUCAÇÃO

O real intuito da arte-educação é o de promover nos educandos estímulos para que eles próprios desenvolvam suas próprias visões do mundo. Para isso é necessário que se recupere na escola a expressão pessoal, tanto por parte dos educandos quanto por parte dos educadores, para que assim, haja um verdadeiro comprometimento humano e pessoal com o ensino da arte na educação, deixando a arte enfim disponível de modo igualitário e justo às diferentes classes sociais, de modo que as mesmas possam melhor se orientarem e se organizarem socialmente, por meio de uma ascensão dos valores críticos e sentimentais, valores estes que são indissociáveis ao processo de evolução da consciência humana.

Curso arte visual
 Acadêmica: Laura 

O que é arte ?Qual a importância da arte na sua vida?

A ARTE DE VIVER- MARIA CLEUSA