No Brasil, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB nº 9.394/96) estabeleceu em seu artigo 26, parágrafo 2º que:
§ "O ensino da arte constituirá componente curricular obrigatório, nos diversos níveis da educação básica, de forma a promover o desenvolvimento cultural dos alunos".
§ "A arte é um patrimônio cultural da humanidade, e todo ser humano tem direito ao acesso a esse saber”.
A arte-educação de acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais possibilita o pleno desenvolvimento do conhecimento, do pensamento artístico e da percepção estética. Assim sendo, a arte-educação vem conquistando espaços cada vez mais amplos tanto no ambiente da educação formal quanto em espaços alternativos.
Surgido na década de 80 pela Profª Drª. Ana Mae Barbosa, o termo arte-educação designa uma categoria de profissionais, devidamente licenciados em Arte, e o tipo de trabalho que desenvolvem, com base, em geral, na abordagem triangular.
Em respeito à legislação vigente, o ensino de arte deve ser feito por profissionais devidamente capacitados e habilitados para isso. Ser Arte-Educador é ser um profissional do Ensino de Arte. Para atingir tal propósito, é imprescindível ser educador em primeiro lugar procurando inter-relacionar arte e ensino buscando os fundamentos da educação, sua história e suas diferentes linhas metodológicas.
As inquietações e o desejo constante de aprender a aprender tem levado o arte-educador a elaborar novos paradigmas alicerçados na interdisciplinaridade e no multiculturalismo. Este ultimo, contextualizado no universo simbólico, estético e cultural dos estudantes, num total respeito ao pluralismo cultural em perfeita consonância com os PCNs.
Esta mudança paradigmática tem na abordagem triangular uma forte aliada na medida em que os professores hoje devem buscar a qualidade do seu ensino pelo constante aprimoramento, pesquisa e estudo de novas formas de metodologia, pelos mais diversos recursos, seja por livros, internet ou no contato com outros arte-educadores. Esse compartilhamento de experiências é de vital importância para que a Abordagem Triangular não caia no vazio metodológico.
A arte deste modo chega até a escola como algo que esta próxima do aluno, que pode ser por ele apropriada através dos processos sociais. O estudante não recebe um conjunto estanque e descontextualizado de informações, mas torna-se parte de um processo democrático construído a partir do reconhecimento de que o estudante é um sujeito.
Acadêmico: Ricardo Neiva Trindade
Pólo: Espinosa


